<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108</id><updated>2011-04-22T00:05:04.848-04:00</updated><title type='text'>Porque você chegou...</title><subtitle type='html'>Blog
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Blog, blog, blog...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-116812656171875421</id><published>2007-01-06T19:28:00.000-04:00</published><updated>2007-01-06T19:49:16.666-04:00</updated><title type='text'>Venha aqui</title><content type='html'>Há um vento que vem do norte&lt;br /&gt;E diz que o amor pega este caminho.&lt;br /&gt;Venha aqui. Venha aqui.&lt;br /&gt;Não eu não sou impossível de ser tocada, nunca te desejei tanto&lt;br /&gt;Venha aqui. Venha aqui.&lt;br /&gt;Tenha-me, nunca ficarei longe, apenas do seu lado&lt;br /&gt;Baby, vamos esquecer deste orgulho.&lt;br /&gt;Venha aqui. Venha aqui.&lt;br /&gt;Bem eu não tenho pressa, não tenho que correr desta vez.&lt;br /&gt;Eu sei que você é tímido&lt;br /&gt;Mas tudo vai dar certo dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome desta música é Come here cantada pela Kath Bloom, se você assistir Antes do amanhecer poderá ouvi-la naquela cena em que eles estão em uma loja de discos antigos, caminham em direção à cabine para ouvir o disco quando toca a música. È tão perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-116812656171875421?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/116812656171875421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=116812656171875421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/116812656171875421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/116812656171875421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2007/01/venha-aqui.html' title='Venha aqui'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-116276699430090139</id><published>2006-11-05T18:47:00.000-04:00</published><updated>2006-11-25T13:47:56.766-04:00</updated><title type='text'>Corações livres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Finalmente chegara o dia tão esperado por ambos. Após quase cinco anos de namoro, resolveram se casar. Sentada em uma pequena poltrona em frete ao espelho, contemplava sua visão. Os cabelos louros presos com umas pequenas flores, e o vestido tomara- que- caia branco ficaram perfeitos, estava realmente linda. Seis meses vivendo em função dos preparativos do casamento e os detalhes da festa. Tudo estava como ela havia sonhado por anos,e nunca poderia descrever a sensação de felicidade plena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vamos Ana, o carro está a nossa espera. Dizia seu pai. - Estou indo, desço em um instante.&lt;br /&gt;Os olhos de seu pai encheram-se de lágrimas ao vê-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Não conseguia pronunciar uma palavra sequer, deu lhe um beijo na testa e conduziu- a até o carro que os levaria para a Igreja. Conforme a tradição, atrasou-se alguns minutos para criar aquele suspense costumeiro. Os cochichos e o nervosismo dos convidados denunciavam que algo estava errado. Seu irmão mais velho abriu a porta do carro trazendo a terrível notícia: " O noivo não veio, simplesmente desapareceu". Arrancou com violência o celular do bolso do irmão, e discava aquele número na esperança de que tudo não passasse de um simples engano. Após 9 tentativas e nenhum resultado, começou a suar frio e não parava de olhar para o fim da rua na esperança de que ele aparecesse. Após uma hora de espera sentiu-se a pessoa mais patética e insignificante do mundo, não conseguiria suportar tamanha vergonha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meio daquela aglomeração de parentes e amigos, identificou uma pessoa que gritava: " Aconteceu um acidente, ele está no hospital." Saiu correndo no meio da rua, segurando o pedaço do vestido que se encontrava sujo e rasgado. Ao chegar ao hospital gritava incessantemente o nome do amado: " Pedro, Pedro..." e desmaiou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Despertou depois de uma hora e meia, sentindo uma terrível dor de cabeça e um aperto terrível na garganta, tudo parecia irreal. Descobriu que aquele que ela tanto amava, lhe traía há anos e que justamente no dia do casamento resolvera fugir com a amante. Parece essas história de novela, mas era a sua realidade e doía mas que tudo. Como punição divina como seu próprio pai costuma dizer, Pedro ficou paraplégico pelo resto da vida uma sequela desastrosa do acidente. E Ana? Até hoje ninguém consegue, absolutamente ninguém consegue desvendar o que todos esses acontecimentos fizeram a ela. Tristeza absoluta. Duas vidas destruídas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-116276699430090139?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/116276699430090139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=116276699430090139&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/116276699430090139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/116276699430090139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/11/coraes-livres.html' title='Corações livres'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-115430919374636592</id><published>2006-07-30T21:24:00.000-04:00</published><updated>2006-07-30T22:07:45.326-04:00</updated><title type='text'>Devaneio</title><content type='html'>Eu me atentava aos movimentos dos seus dedos. Toda aquela indumentária estranha, correntes em volta do pescoço e dos braços simplesmente me hipnotizavam. Mas não era essa a sua intenção, me desarmar? E me deixar fraca, suscetível aos seus encantos e maneirismos.&lt;br /&gt;Não bastasse minha postura relutante, sentou-se ao meu lado e começou a descrever uma cena na qual um casal recém apaixonado briga por causa de uma mania boba de fazer um pedido com um cílio que cai dos olhos. E as lembranças vinham á tona, deixando meus olhos brilhantes e úmidos e eu insistia em não piscar, só para evitar aquele rastro que a lágrima inevitavelmente provocaria quando rolasse pelo meu rosto cansado.&lt;br /&gt;Me aborrecia aquela velha história de que tínhamos dificuldades em criar vínculos, de ouvir as mesmas críticas que me faziam pensar cada vez mais nas minha fraquezas.&lt;br /&gt;Então criei a seguinte cena (pura pretensão):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados em uma pequena mesa de café, ele dizia:&lt;br /&gt;- O mundo pode estar se desenvolvendo, como uma pessoa se desenvolve. Eu por exemplo, estou piorando? Estou melhorando? Sei lá, quando eu era mais jovem era mais saudável mas era muito inseguro, entende? Agora que estou mais velho, meus problemas são mais profundos, mas estou mais bem preparado pra lidar com eles.&lt;br /&gt;Então, ela finalmente pergunta:&lt;br /&gt;- Quais são seus problemas?&lt;br /&gt;- Agora não tenho nenhum. Não tenho sabia? Estou apenas extasiado de felicidade por estar aqui com você.&lt;br /&gt;- Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Vínculo sm. 1. Tudo o que ata, liga ou aperta. 2. Ligação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-115430919374636592?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/115430919374636592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=115430919374636592&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115430919374636592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115430919374636592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/07/devaneio.html' title='Devaneio'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-115161434715522740</id><published>2006-06-29T16:48:00.000-04:00</published><updated>2006-07-30T20:53:42.850-04:00</updated><title type='text'>Cheiro, olhos, decote e Epocler</title><content type='html'>Ele estava sentado no pátio, numa das poucas cadeiras que sobraram daquelas mesas idênticas às mesinhas do Mc'Donalds. Com toda a sua brancura e seriedade, estava lá, lendo seu livro de contos de Ruben Fonseca. A cada página virada a mesma expressão, nenhum sorriso, nenhuma tristeza, nada. Na verdade foram poucas as vezes que o vira demonstrar alguma felicidade, sempre adorara esse jeito incomum dele, sincero.&lt;br /&gt;Ela chega por trás, não há ninguém por perto, apenas um amigo que divide a mesma mesa com ele, afogado em folhas de fichário, borrachas, lapiseiras e calculadoras. Seu amigo também, embora a desordem de seu material denuncie o desespero com que ele tenta resolver suas questões de calibração de balanças e coisas do tipo, que me são completamente desconhecidas, permanece com uma fisionomia calma e serena.&lt;br /&gt;O tempo que ficou ali observando foi suficiente para que ele virasse umas três páginas do seu livro e para que seu amigo arrumasse suas coisas na mochila, seguindo logo depois para aquela sala perto da escada lá de trás.Continuou mais alguns minutos ali e se questionou por que ele também não havia ido pra aula. Ela sabia.&lt;br /&gt;Estava com uma calça clarinha, de comprimento até os tornozelos, seus chinelos verdes e aquela blusa lilás. Suas coisas estavam na sala, enquanto o professor dava uma monótona aula sobre cromatografia gasosa. Com a intuição de sempre, apenas saiu no decorrer da aula, com a certeza de que ele estaria ali. Podia contar apenas com sua intuição mesmo já que ele nunca habitava os mesmos cantos durante seu intervalo.&lt;br /&gt;Muito calma, ela caminha por suas costas e chega até sua mesa. Nesse momento ele a olha, levanta a sua cabeça, marca a página do livro com o dedo indicador e descruza as pernas. Nenhuma reação de felicidade por vela ela pode observar. Olhou-o por uns 15 segundos, um olhar cheio de razão e sentimento, mas que também não era possível se perceber, apenas ela o sabia, o sentia. Então, olhou ao redor do pátio e deitou na mesa em que ele estava. Suas pernas semi dobradas, seus cabelos curtos espalhados sobre a mesa, aquele decote e suas orelhas furadas por três vezes cada... Tudo aquilo o fez relembrar e pensar no que ele havia feito, em como ele a magoara. Queria tocá-la, mas era covarde demais para tal gesto. Queria dizer que sentia sua falta, mas era frio demais para tais palavras. E ela continuava lá, deitada na mesa, com a respiração forte e os olhos fixos olhando para o alto. Ficaram assim por exatos 7 minutos.&lt;br /&gt;Ele coloca o livro sobre a mesa, que já não é mais marcada por dedo algum. Tenta abrir sua mochila procurando por aquele chaveiro, uma miniatura de gaita. Lembre-se que seu irmão o quebrou enquanto tentava tira-lo da sua mochila no momento que ele subia as escadas, indo para seu quarto. Finalmente encontra o que procurava. Tira aquela nécessaire preta, misturada a tantas outras coisas excêntricas que carregava. Abre o zíper e lá estão, como sempre, todos aqueles remédios que o acompanham a qualquer lugar. Com as pontas dos dedos, que ele esconde por achar suas unhas vergonhosamente grandes, pega um pequeno frasco amarelo - Epocler - abre e toma em um só gole. Enquanto isso ela passa a mão em sua barriga e pensa nas três barras de chocolate que comera até aquele dia, quinta feira.&lt;br /&gt;Inesperadamente começa a chover. A única atitude tomada por ele guardar seu livro na mochila. Os dois ficaram lá, ele sentado ainda da mesma maneira, ela deitada na mesa, apenas sentindo o silêncio.&lt;br /&gt;Ela levanta seu corpo e fica sentada na mesa com o apoio dos seus braços. Ele olha seu decote e acha engraçado por seu sutiã sempre aparecer um pouco quando usa aquela blusa.Finalmente ela o olha, ele corresponde. E ficam assim, numa troca de olhares fixos e sem transparecer qualquer sentimento.&lt;br /&gt;As gotas de chuva penetram seus longos cílios e ela derrama uma lágrima. Ele se levanta, encaixa seu corpo entre suas pernas que balançam no ar, coloca a mão no seu pescoço e tira os fios de cabelo molhados do seu rosto. Ela inclina-se em direção a ele, coloca a cabeça em seu ombro e cheira seu pescoço. Voltam à posição normal, mas não se olham nos olhos, como se após aquele contato o pensamento que ambos tiveram transparecesse a qualquer momento num olhar sentimental.&lt;br /&gt;Ela vira o rosto e olha para o chão. Ele coloca a mochila nas costas e passa a mão em sua barriga de chopp e em seguida no rosto dela, fitando-o como se aquela fosse a ultima vez que se tocariam.&lt;br /&gt;Ela decide voltar à sua aula de cromatografia e ele vai para casa. Cada um toma seu caminho sem dizer palavra alguma e enquanto ele cruza o portão, sentindo o alívio de seu fígado, pensa:&lt;br /&gt;- Santo Deus, como ela fica linda quando olha assim, pra baixo.&lt;br /&gt;Ela sobre as escadas em direção a sua sala, apoiando-se no corrimão por sentir aquela fulminante dor nos joelhos, e lembra:&lt;br /&gt;- Oh céus, eu amo aquele maldito cheiro do sabonete de cachorro que ele usa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-115161434715522740?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/115161434715522740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=115161434715522740&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115161434715522740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115161434715522740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/06/cheiro-olhos-decote-e-epocler.html' title='Cheiro, olhos, decote e Epocler'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-115145703104175441</id><published>2006-06-27T21:08:00.000-04:00</published><updated>2006-06-27T21:10:31.053-04:00</updated><title type='text'>Penitência</title><content type='html'>Chorou em dias o que não chorava em anos. Mal conseguia dormir, até a respiração ficara difícil devido a dor que sentia.&lt;br /&gt;A primeira foi marcada pela lembrança de sua infância, quando sua mãe demorara horas para buscá-la na escola. A segunda foi insuportavelmente terrível, após uma hora e meia de espera sentou-se em um banco de praça colocando a cabeça entre os joelhos, repetindo para si “ é um pesadelo, só um pesadelo...” Só conseguia pensar no dia em que seu pai a expulsara de casa e como um pedaço seu havia morrido com aquela impossibilidade de mover o braço devido o peso das roupas que carregara, gerando uma dor incomensurável.&lt;br /&gt;Na verdade, nunca teve muita sorte durante a sua triste e difícil vida. Não concebia a idéia de não merecer um telefonema, motivos, desculpas, despedida, adeus... Nada, não merecia nada. O que ganhara com seu tal amor? Só indiferença e o irremediável e ensurdecedor silêncio que a enlouquecia. Pagaria caro pela sua estúpida decisão. Muita dor, um fardo insuportável de se carregar. Pelo menos resultaria na felicidade alheia.&lt;br /&gt;Tentou até se iludir com a frase “o tempo cura, o tempo cura tudo” não acredito. Não acredito mais em nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-115145703104175441?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/115145703104175441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=115145703104175441&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115145703104175441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115145703104175441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/06/penitncia.html' title='Penitência'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-115117165187666390</id><published>2006-06-24T13:52:00.000-04:00</published><updated>2006-06-25T12:38:16.846-04:00</updated><title type='text'>Último romance</title><content type='html'>Ela era encantadora. Sua maneira peculiar de sorrir e de falar conquistavam a todos, até mesmo aqueles que se mostravam resistentes à sua presença. Sempre cumpria aquele mesmo ritual antes de sair, penteava os cabelos e os enfeitava com alguns pequenos adereços os quais a deixavam com um ar de criança e remetiam-lhe à velhas lembranças.&lt;br /&gt;Deitado, com o nariz roçando naquela grama úmida pensava nela. Estava bêbado, e segurava um maço de cigarros da marca mais ordinária que pode encontrar, as roupas amarrotadas e a tristeza expressa nos olhos traduziam a falta que sentia daqueles momentos mundanos que o acompanharam durante o período mais feliz de sua vida. Tudo começou naquela maldita mesa de bar, onde foi obrigado a sentar-se perto dela devido à escassez de cadeiras disponíveis. Apaixonou-se naquele primeiro instante, quando conversavam sobre a maneira peculiar na qual ambos seguravam o garfo na hora de comer, seus diálogos eram compostos pelos temas mais improváveis e isso o inspirava.&lt;br /&gt;Sentia falta da maneira como ela colocava os cabelos atrás das orelhas toda vez que se sentia aflita, de como piscava os olhos quando ouvia algo engraçado, da sua fixação por preto, da sua falta de jeito para acender o cigarro, suas idéias loucas... Parece clichê, mas tinha a nítida impressão de que ela era sua metade. Mas tudo mudou, era estranho avista-la naquele cantinho perto da porta de entrada da faculdade e não poder tocá-la, não poder reclamar do seu cansaço diário e ouvir aquelas doces palavras que o reconfortavam.&lt;br /&gt;Terminaram com ela dizendo “gostaria de poder entender os seus silêncios”. Culpava o seu egoísmo e não a si, como se isso amenizasse alguma coisa. Ergueu seu corpo dolorido, calçou seus sapatos encardidos e caminhou tendo a chuva como sua única companhia. Tudo o que tinha dei a ela e agora sinto-me absolutamente vazio. Perdi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-115117165187666390?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/115117165187666390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=115117165187666390&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115117165187666390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115117165187666390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/06/ltimo-romance.html' title='Último romance'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24354108.post-115057271318188224</id><published>2006-06-17T15:30:00.000-04:00</published><updated>2006-06-24T13:52:08.386-04:00</updated><title type='text'>A absorvância foi maior que a transmitância</title><content type='html'>Ela tinha saído de casa pra fazer alguma coisa. Quando voltou tinha uma sensação esquisita, como se algo de errado estivesse pra acontecer ou acontecendo. Quando virou a chave e abriu o portão de casa imediatamente a luz que estava acesa se apagou e ela ficou apavorada. Imaginou que tinha um ladrão lá dentro que estava procurando alguma coisa com a luz acesa e que assim que ouviu o barulho no portão resolveu apagar a luz pra pegar a pessoa de surpresa. Acho que a essa altura seu sangue já tinha petrificado e ela estava mais que apavorada. Não sabia o que fazer então decidiu gritar por sua mãe. Ninguém respondeu. Ficou completamente desorientada, fechou o portão e encontrou com um vizinho.&lt;br /&gt;- Você viu minha mãe ou meu pai agora pouco?&lt;br /&gt;- Vi sim, um pouco mais cedo.&lt;br /&gt;- Mas e agora pouco?&lt;br /&gt;- Não, por quê?&lt;br /&gt;- Me faz um favor?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Fica aqui enquanto eu vou procurar um telefone pra ligar pra casa?&lt;br /&gt;- Ficar aqui fazendo o que?&lt;br /&gt;- Vê se você consegue chamar alguém, meu pai ou minha mãe.&lt;br /&gt;- Ta acontecendo alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não sei bem, mas faz isso.&lt;br /&gt;Saiu feito uma louca procurando um telefone. Passou na frente da casa de um vizinho que ela detestava e num rompante de loucura quase pediu que pra telefonar de lá mas não teve coragem. Finalmente achou um telefone e liguou pra casa, ninguém atendia.&lt;br /&gt;Não precisou de mais nenhuma evidência, tudo estava muito claro. Um ladrão tinha entrado em casa e estava com a luz acesa tentando levar alguma coisa. Quando ouviu que alguém chegava, apagou a luz e fez silêncio. Não podia atender ao telefone, claro, e por isso deixou que tocasse. Não sabia mais o que fazer. Mil coisas passaram pela sua cabeça. Pensou que seus pais estavam em casa quando o assaltante entrou e que ele os tivesse matado. Imaginou sua irmã chegando da escola, tendo que falar pra ela que n]seus pais estavam mortos.&lt;br /&gt;Como não havia mais o que fazer, tomou o caminho de volta pra casa. Passou por um posto policial mas não teve coragem de contar o que acontecia. Ela sabia que seu vizinho continuaria lá e isso era melhor do que nada. Se ela tivesse que chamar a polícia não seria sozinha.&lt;br /&gt;Quando voltou todos os vizinhos estavam na rua. Seu coração já estava na boca e agora ela tinha certeza que o ladrão tinha fugido e matado meus pais e que todos já sabiam disso e estavam ali especulando sobre o ocorrido até que ela voltasse. Seus olhos já não eram suficientes para suas lágrimas e ela começou a chorar pelo nariz.&lt;br /&gt;- Você tá maluca garota?&lt;br /&gt;- O que tá acontecendo?&lt;br /&gt;Sua cabeça estava dando mil voltas até que ela pôde voltar a si e compreender tudo. Seus pais estavam bem ali, furiosos com o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;- Não sei o que dizer.&lt;br /&gt;E não sabia mesmo. Sua mente fantasiou tudo aquilo e como poderia explicar isso?&lt;br /&gt;- Você chamou a polícia?&lt;br /&gt;- Não, mas foi por pouco.&lt;br /&gt;Todos começaram a falar juntos e ela saiu correndo pra casa, chorando com todo o desespero possível e foi dormir.&lt;br /&gt;Seus olhos estavam tão inchados que em menos de 10 segundos já estava apagada. No dia seguinte não sabia o que dizer e nem como dizer. Tudo ainda era muito confuso e resolveu que inventaria uma mentira qualquer. Não se lembra o que foi que disse, só lembra que todos a hostilizavam de uma maneira terrível.&lt;br /&gt;A verdade era muito simples. Seus pais estavam em casa e o fato da luz ter sido apagada quando ela abriu o portão foi uma simples coincidência. Como estava frio e todas as janelas estavam fechadas era praticamente impossível ouvir alguém gritar do lado de fora. Uma verdade tão simples que mais parecia brincadeira. Sua mente tão doida que lhe fez parecer uma maluca.&lt;br /&gt;Seua pais não se lembram mais disso e ela jamais contoi pra alguém. Mas é incrível como a mente de uma pessoa pode fantasiar as coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24354108-115057271318188224?l=porquevocechegou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/feeds/115057271318188224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24354108&amp;postID=115057271318188224&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115057271318188224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24354108/posts/default/115057271318188224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquevocechegou.blogspot.com/2006/06/absorvncia-foi-maior-que-transmitncia_17.html' title='A absorvância foi maior que a transmitância'/><author><name>Andressa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15900342596286918075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
